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Após a realização de um enxerto ósseo, procedimento cirúrgico indicado para repor perda óssea e possibilitar a implantodontia dentária posteriormente, espera-se que aconteça a formação efetiva do osso na região. Tão logo, durante o processo inicial em que o enxerto ósseo está sendo consolidado em osso, deu-se o nome de neoformação óssea.

E aí surge a pergunta, neoformação o que é?
Quando falamos de neoformação óssea, se trata da formação de um novo tecido (Neo: novo, em latim)
para restaurar ou substituir um tecido que fora lesado, seja em função de fraturas, neoplasias ósseas ou enfermidades que acarretam em perda óssea. 

Uma substituição de fragmento ósseo, o qual pode ser advindo do próprio paciente (autógeno ou autólogo), de outro doador de mesma espécie (homólogo), de um animal (heterólogo ou xenógeno). Cada um com suas particularidades.

Continue a leitura para se aprofundar e entender melhor sobre o procedimento.

Leia mais em “Enxerto Autógeno: Você já ouviu falar?

Tipos de enxertos e suas neoformações

Existem diferentes tipos de enxertos ósseos, e cada um pode levar a diferentes formas de neoformação óssea, veja:

Enxerto ósseo autógeno:

O enxerto ósseo autógeno é considerado o padrão ouro em enxertos ósseos. Neste tipo de enxerto, o osso é retirado do próprio paciente, geralmente de uma área da boca ou da mandíbula, e implantado na área em que se deseja reconstruir o osso. A neoformação óssea ocorre por meio de osteogênese, que é a formação de novo osso pelas células osteogênicas presentes no enxerto.

Enxerto ósseo alógeno:

O enxerto ósseo alógeno é outro tipo comum de enxerto ósseo. Neste caso, o osso é retirado de um doador humano e preparado para ser implantado no paciente. A neoformação óssea ocorre por meio de osteoindução, que é a estimulação das células osteogênicas do paciente a se diferenciarem em osteoblastos e, consequentemente, a formação de novo osso.

Enxerto ósseo xenógeno:

O enxerto ósseo xenógeno é feito a partir de osso animal, geralmente de bovinos ou porcos. O osso animal é processado para remover as células e outros componentes estranhos ao paciente e, em seguida, é implantado no local onde se deseja reconstruir o osso. A neoformação óssea ocorre por meio de osteoindução e osteocondução, que é a guia do crescimento ósseo pelos componentes da matriz óssea do enxerto.

Enxerto ósseo sintético:

Os enxertos ósseos sintéticos são feitos a partir de materiais sintéticos, como hidroxiapatita, fosfato tricálcico e outros polímeros. Esses materiais são projetados para imitar as propriedades da matriz óssea natural. A neoformação óssea ocorre por meio de osteocondução, que é a guia do crescimento ósseo pelos componentes sintéticos da matriz óssea.

Estudos clínicos têm demonstrado a efetividade do enxerto autógeno na reconstrução óssea em pacientes com perda óssea na região maxilar e mandibular. Pesquisas também têm mostrado que o enxerto alógeno pode ser uma opção segura e eficaz para pacientes que não são candidatos ao enxerto autógeno.

O enxerto xenógeno também tem sido amplamente utilizado com sucesso na prática clínica, e estudos têm mostrado resultados comparáveis aos do enxerto autógeno e alógeno. O enxerto sintético é uma opção mais recente e ainda é objeto de investigação em estudos clínicos, mas há evidências iniciais de que pode ser uma alternativa viável em alguns casos.

“Os enxertos ósseos são classificados quanto à sua origem em autógenos, alógenos, heterógenos ou aloplásticos. O enxerto ósseo autógeno, que é o removido de um local para ser enxertado em outro no mesmo paciente, pode ser ainda de origem intra ou extraoral.” Leia mais a fundo no portal Scielo

A Purgo Biologics atua oferecendo uma ampla variedade de enxertos ósseos e outros biomateriais para uso em medicina regenerativa e cirurgia de tecidos moles e duros. Os enxertos ósseos e as membranas de regeneração tecidual guiada oferecem vários benefícios para os pacientes e os profissionais de saúde. Alguns desses benefícios incluem:

  • Redução do tempo de cicatrização: os enxertos ósseos e as membranas de regeneração tecidual guiada ajudam a acelerar o processo de cicatrização, permitindo que os pacientes se recuperem mais rapidamente após a cirurgia.
  • Diminuição do risco de rejeição: os enxertos alógenos e xenógenos têm menos probabilidade de serem rejeitados pelo corpo do paciente, o que pode torná-los uma opção mais segura para alguns pacientes.
  • Estímulo da regeneração tecidual: os biomateriais da Purgo Biologics ajudam a estimular a regeneração de tecidos danificados ou perdidos, permitindo que os pacientes recuperem a funcionalidade normal de suas áreas afetadas.
  • Alta qualidade e segurança: a Purgo Biologics é uma empresa que se preocupa com a qualidade e a segurança de seus produtos, garantindo que seus biomateriais atendam aos mais altos padrões de qualidade e segurança.

 

Como funciona a neoformação óssea

O procedimento do enxerto em neoformação óssea se baseia no transporte de tecido vivo de um alvéolo com 2 a 4 semanas de cicatrização. Sendo assim, é necessário o entendimento e acompanhamento do que ocorre no alvéolo durante o reparo e no exato momento da coleta do material de enxerto, pois imediatamente após a exodontia, o alvéolo se enche de sangue e o coágulo é formado, dificultando o processo.

Nos enxertos ósseos particulados, raspados, se indica fazer uso de membrana, a fim de evitar a migração de células do tecido conjuntivo mole por entre as partículas ósseas, já que este procedimento pode aumentar a quantidade de tecido mole entre elas. Uma revisão da literatura, relativa à sistemática da neoformação óssea, pontuou que o uso de membrana também pode reduzir o índice de reabsorção do enxerto ósseo autógeno em bloco em 1,2 mm2.

Nesse tipo de enxerto, ósseo em bloco, a cortical óssea pode ser o suficiente para prevenir a migração de células do tecido conjuntivo mole. Entretanto, o melhor enxerto para neoformação óssea para cavidades e pequenos defeitos é o particulado/raspado, visto que a técnica com bloco não consegue fazer um perfeito contato com o leito receptor.

A técnica com bloco, por sua vez, funciona bem para aumentar a densidade do enxerto ósseo. A regeneração periodontal tem sido relatada após uma variedade de abordagens terapêuticas, e podem ser utilizadas em associação ou isoladas. Alguns procedimentos envolvem biomodificação da superfície radicular, com o uso de condicionamento ácido da raiz, podendo ou não ser associado a outro tipo de técnica.

Há profissionais que usam derivados da matriz do esmalte e o uso de peptídeo P-15, além de estimuladores da função de reparo ósseo e periodontal, como fatores de crescimento e a técnica do Plasma Rico em Plaquetas.

Pontos importantes sobre neoformação óssea

Pesquisadores têm buscado biomateriais capazes de promover substituições de tecidos, evitando o uso de enxertos ou transplantes ósseos.

Até o momento, os estudos indicam que a hidroxiapatita, o tricálcio fosfato-β e a associação HA/TCP-β (60/40) apresentam excelente capacidade de reparação óssea, podendo ser utilizados como substitutos ósseos.

Sabe-se ainda que a associação HA/TCP-β (60/40) é um dos melhores dentre os biomateriais estudados, pois o poder de absorção é alto e intermediário em relação à HA e ao TCP-β isolados, fornecendo ainda uma sustentação adequada ao tecido neoformado.

Estudos demonstram também que, quando o osso cortical é particulado e as partículas são compatíveis com a área (superfície) das trabéculas ósseas, os resultados clínicos são semelhantes entre os dois tipos de enxertos ósseos.

Esses resultados são análogos ao processo de revascularização e remodelação, que ocorre mais rápido para o enxerto ósseo autógeno medular em bloco do que para o cortical em bloco. No caso avaliado, de aumento ósseo horizontal com enxerto ósseo autógeno, sendo a crista de ilíaco a área doadora em bloco ou particulado (misturado com plasma rico em plaquetas), com acompanhamento tomográfico de dois anos pós-operatório, não foram encontradas diferenças significativas, embora a reabsorção tenha sido relevante em ambos enxertos ósseos.

Se por um lado, o enxerto ósseo autógeno particulado ou raspado tem a vascularização mais rápida, por outro, por mais eficiente que seja a compactação dessa técnica no leito receptor, existe a possibilidade do somatório dos espaços entre as áreas particuladas.

Isso corresponde a uma significativa área que nem sempre é preenchida por tecido de neoformação óssea.

Além da natureza do enxerto ósseo autógeno ou não, a sua estrutura bloco/particulado/raspado, dependendo da espessura cortical e da dimensão das partículas/ raspado ósseo, pode explicar diferentes resultados ao longo do prazo. 

Sugere-se então que a dimensão da partícula/raspa do enxerto ósseo influencia na quantidade da neoformação óssea deformada, e que partículas de 0,5-2mm³ tem um melhor potencial para neoformação óssea em enxertos.

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