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Entender o conceito por trás da osteocondução e osteoindução é fundamental para a escolha de substitutos ósseos para enxertos na odontologia. Além de fazer a diferença no resultado após a inserção de implantes dentários.

Basicamente, porque osteocondução e osteoindução são propriedades que auxiliam no reparo tecidual após perda de massa óssea – seja ela decorrente de trauma, patologias como a doença periodontal, extrações traumáticas, problemas congênitos ou fisiológicos, a exemplo da falta de função do rebordo.

Daí a importância de selecionar o material adequado para o enxerto, que pode ser autógeno, alógeno, xenógeno ou aloplástico.

Por empregar biomaterial retirado do próprio paciente, o enxerto autógeno costuma ser o mais indicado, devido a fatores como a baixa rejeição e propriedades osteogênicas, pois traz células vivas em seu interior.

No entanto, o uso de material autógeno eleva a morbidade, uma vez que é necessário procedimento cirúrgico para sua retirada. A restrição em sua quantidade é outra desvantagem contornada pelo uso de biomateriais substitutos ósseos.

Siga com a leitura e saiba mais sobre os tipos, propriedades desses insumos e o que avaliar para fazer a escolha correta.

O que avaliar na escolha de substitutos ósseos?

Como explicamos acima, embora tenha propriedades interessantes, o enxerto autógeno possui algumas limitações, principalmente quando a área a ser restaurada é extensa.

Nesses casos, seria necessário recorrer a ossos fora dos sítios doadores intra-bucais, obtidos por meio de cirurgia – o que expõe o paciente aos riscos de um procedimento invasivo.

Tal cenário vem motivando estudos que visam a criação de materiais substitutos ósseos para os enxertos, a fim de romper com as limitações de maneira segura, tanto para cirurgiões-dentistas e suas equipes quanto para o paciente.

Conforme destaca o artigo “Enxerto ósseo em odontologia: revisão de literatura”, o material de enxerto ideal atenderia a sete requisitos:

  1. Fornecimento ilimitado sem comprometer a área doadora
  2. Promoção da osteogênese
  3. Não apresentar resposta imunológica do hospedeiro
  4. Revascularização rápida
  5. Estimulação da osteoindução
  6. Promoção da osteocondução
  7. Ser substituído completamente por osso em quantidade e qualidade semelhante ao do hospedeiro.

Basta analisar esses fatores para compreender que não existe material de enxerto ideal, que combine as sete características. Entretanto, a avaliação e comparação entre as opções disponíveis no mercado sustentam uma decisão benéfica para dentista e paciente.

Pensando nisso, esclarecemos três propriedades importantes para a implantodontia nos próximos tópicos.

Material osteogênico

Material osteogênico é aquele capaz de promover a formação de tecido ósseo a partir de células presentes em seu interior (osteoblastos).

Essa propriedade é restrita ao material autógeno, que preserva características orgânicas fundamentais.

Osteocondução, osteoindução e suas diferenças

Osteocondução e osteoindução, por outro lado, podem estar presentes em substitutos ósseos.

Na osteocondução, há aposição de um novo tecido ósseo sobre um material passível de sofrer infiltração por células mesenquimais indiferenciadas.

Esse processo requer, então, a existência de tecido ósseo original anteriormente ao enxerto, a fim de aproveitar suas células osteoprogenitoras.

Essa é a propriedade comum à maioria dos substitutos ósseos disponíveis no mercado atual.

Já a osteoindução se refere ao estímulo da multiplicação de osteoblastos a partir da diferenciação de células mesenquimais indiferenciadas, chegando a permitir a formação de ossos em sítios heterotópicos.

Nesse cenário, materiais osteoindutores aceleram a formação de tecido ósseo, reduzindo o período de espera para realizar o implante odontológico.

Tipos de biomateriais

Anteriormente, falamos sobre os materiais autógenos, provenientes do próprio paciente.

Agora, trazemos detalhes sobre outros tipos de biomateriais osteocondutores, começando pelos alógenos, que vêm de doadores de uma mesma espécie, ou seja, de humanos.

Bancos de ossos podem fornecer esses biomateriais, contudo, há limitações quanto à incorporação aos ossos do hospedeiro, além do risco de contaminação por bactérias, HIV e outras doenças infecciosas.

Materiais xenógenos são aqueles extraídos de espécies diferentes do hospedeiro. Na odontologia moderna, essas alternativas vêm de animais como bovinos, suínos e equinos.

Existem diferentes produtos de origem xenógena, geralmente purificados para que se transformem numa estrutura mineral inorgânica que serve de base ao reparo ósseo.

Por fim, há ainda os aloplásticos, que são insumos sintéticos, o que dispensa a remoção de tecido de um doador humano, animal ou vegetal. Sua principal vantagem está na alta disponibilidade, uma vez que são fabricados por empresas.

Telas de titânio, vidro bioativo (VB), biocerâmicas, polietileno poroso e um tipo de sal composto por cálcio e fosfato (hidroxiapatita) são exemplos de aloplásticos que servem como substitutos ósseos.

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