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Como vimos anteriormente em diversos artigos sobre a Implantodontia, atualmente não se imagina a reposição de uma ausência dentária sem a utilização dos implantes osseointegrados, já que é uma solução segura e eficiente  quando as condições do paciente permitem. As reabilitações com implantes dentários mostraram melhorar a qualidade de vida, a função, a estética, a fonética e a autoestima do paciente. Porém, em alguns casos mais específicos e em áreas com estruturas nervosas próximas, é necessário realizar técnicas cirúrgicas mais delicadas e com grau de dificuldade maior. Uma dessas técnicas, é a lateralização do nervo alveolar inferior, vamos conhecer um pouco mais sobre ela?

O que é o nervo alveolar inferior? 

O nervo alveolar inferior é um nervo que se origina do ramo mandibular, que é um dos três ramos do nervo trigêmeo, responsável pela inervação da face. Ele percorre o canal mandibular e  juntamente com suas ramificações, fornece inervação sensorial para os dentes incisivos, caninos, pré-molares e molares inferiores. 

Caso o nervo seja lesionado durante procedimentos cirúrgicos, pode resultar em dormência, mais conhecido como parestesia, podendo ser temporário ou permanente.

 

Lateralização de nervo alveolar inferior

O processo de atrofia e remodelação do osso alveolar após a perda dos elementos dentais interfere na disponibilidade óssea, gerando limitações ao posicionamento e instalação dos implantes pela proximidade anatômica do canal mandibular que percorre a região da mandíbula.

A lateralização do nervo alveolar inferior é uma opção de tratamento para mandíbulas atróficas em que a reabilitação fica limitada pela reabsorção vertical na região posterior e em casos de pacientes que possuem dentes saudáveis na região anterior e a prótese do tipo protocolo não é indicada.

A técnica de lateralização do nervo alveolar inferior consiste na exposição do nervo e tração delicada do mesmo para fora do canal mandibular desviando-o lateralmente seu trajeto e permitindo a instalação dos implantes. Esta técnica apresenta baixa morbidade e proporciona resultados estáveis, possibilitando a fixação dos implantes nas corticais, aumentando a resistência às forças oclusais e garantindo uma boa proporção entre o implante e a prótese. 

 

Técnica cirúrgica utilizando a Piezocirurgia

A lateralização do nervo alveolar inferior envolve a utilização de instrumentos extremamente delicados através da parede óssea, de difícil acesso. Há o risco de lesão acidental ao nervo alveolar inferior durante as osteotomias e isso pode ser minimizado pelo corte piezoelétrico. A piezocirurgia conta com vibração numa frequência ultrassônica específica para tecidos duros contribui para eliminação das complicações comuns e sequelas da utilização de instrumentos rotatórios convencionais, porque permite uma osteotomia segura e um acesso fácil. 

Vários estudos tiveram resultados que sugeriram que a lateralização do nervo alveolar inferior com auxílio da piezocirurgia é seguro, uma vez que todos os pacientes do estudo tiveram uma recuperação de suas funções sensoriais em um período mínimo de parestesia. Apesar do alto risco de dano nervoso temporário ou permanente, o uso da piezocirurgia permitiu a realização de retalhos e osteotomias menores, além de redução no tempo cirúrgico total.

 

Indicações 

As indicações para a técnica de lateralização devem considerar a expectativa do paciente pelo tratamento e conter indícios de um comportamento cooperativo no caso de insucesso ou complicações advindas da técnica. O conhecimento dos fatores negativos são importantes para uma boa relação paciente-profissional e sem transtornos.

Está indicado para a colocação de implantes em região posterior de mandíbula com altura óssea insatisfatória e reabsorção da mesma classificada de moderada a severa e em pacientes em que a estabilidade do implante na parte posterior da mandíbula não pode ser obtida por outros métodos, abriga o nervo que será reposicionado para colocação de implantes. 

 

Contra indicações

São contra indicadas as técnicas de lateralização do nervo alveolar inferior em pacientes com alterações sistêmicas que possam comprometer sua integridade e os resultados desta cirurgia, como: distúrbios sanguíneos, osteoporose, diabetes e hipertensão não controlados, pacientes que possuem o canal mandibular posicionado igualmente, já que exige uma maior remoção óssea cortical para obter acesso ao feixe vásculo-nervoso. Nesses pacientes a possibilidade de fratura mandibular é aumentada, já que uma remoção de tecido ósseo pode provocar o enfraquecimento da mandíbula, além do que a colocação de implantes numa área comprometida pode resultar em uma concentração potencializada de stress e enfraquecimento da área. 

 

Vantagens e desvantagens

A lateralização do nervo alveolar inferior seguido da colocação de implantes em uma única intervenção cirúrgica apresenta vantagens como a estabilização primária bicortical, que envolve a crista alveolar e a cortical inferior ou base mandibular, além do curto tempo de tratamento, na qual as próteses definitivas podem ser inseridas depois de aproximadamente 5 meses. 

Algumas complicações decorrentes das técnicas de lateralização podem ser observadas como fratura mandibular, osteomielite, perda do implante, hemorragia e distúrbios neurossensoriais, como a parestesia (sensibilidade anormal como queimação e formigamento) ou disestesia (áreas com sensação debilitada ou desagradável alteração da sensibilidade normal).

Considerações finais 

A lateralização do nervo alveolar inferior é uma técnica cirúrgica viável e segura para a reabilitação posterior da mandíbula atrófica, preservando os dentes anteriores remanescentes. Normalmente os pacientes apresentam uma recuperação cirúrgica sem complicações e o risco de parestesia permanente do nervo é pequeno. É necessário um preciso diagnóstico da anatomia e a localização do defeito, através de exames tomográficos e o plano de tratamento deve ser executado com precisão. Com a cirurgia, é possível obter objetivos estéticos e funcionais, devolvendo qualidade de vida aos pacientes.

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