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A Implantodontia está sempre em evolução de acordo com as necessidades estabelecidas tanto pelos pacientes quanto pelo desenvolvimento de novas metodologias. Os implantes dentários colaboram para a devolução da estética e da função mastigatória nos casos de edentulismo, consistindo em um método seguro para a reabilitação oral. Mas, para essa reabilitação acontecer, é necessária uma etapa muito importante: a cirurgia de instalação dos implantes. Muitas dúvidas existem acerca desse tema, e o artigo de hoje busca sanar todas elas.

 

O que são implantes dentários?

Primeiramente, precisamos entender o que são implantes dentários. São dispositivos de fixação ao osso, que dependem de um processo chamado de osseointegração, que está associado à formação de osso junto à superfície dos implantes, e dependem de fatores como: condições do paciente, técnica cirúrgica, biocompatibilidade do material do implante, modelo do implante, entre outras.

 

O que você precisa saber antes de uma cirurgia de implantes dentários?

Antes da descoberta e evolução dos implantes, a reabilitação oral era realizada por meio de próteses removíveis ou fixas, sendo considerado um método conservador por não necessitar de etapas cirúrgicas e ter um tempo de tratamento menor.

Com o desenvolvimento dos implantes dentários, eles vêm sendo cada vez mais indicados. A constante inovação de técnicas e materiais trazidos pelo progresso tecnológico e científico aumenta as possibilidades do campo da Implantodontia, tendo o procedimento um alto índice de sucesso, que varia em torno de 90%.

No entanto, este desenvolvimento também ampliou o conceito de risco nesta área cirúrgica, incluindo a possibilidade de complicações, assim como qualquer cirurgia pode trazer. O conhecimento das estruturas, a anatomia e as suas variações são essenciais para a realização destes procedimentos. 

O risco e benefício devem ser sempre avaliados e expostos ao paciente antes de tudo, para que esteja consciente não somente dos pontos positivos, mas também de qualquer complicação que possa surgir durante a cirurgia.

 

Quais são as contraindicações da cirurgia?

Para a escolha de uma reabilitação oral utilizando implantes dentários é necessário além de um amplo conhecimento na área, uma anamnese bem executada do estado de saúde do paciente, e a observância criteriosa de algumas regras antes, durante e após processo cirúrgico. 

Existem alguns fatores relacionados ao paciente que geram uma contra indicação cirúrgica absoluta para o procedimento, bem como para qualquer outro tipo de intervenção cirúrgica eletiva e nesses casos, é necessário encaminhar o paciente para tratamento médico.

Há ainda contra indicações relativas que o cirurgião deve abordar e ter conhecimento, para que escolha o momento cirúrgico de forma segura, pois frequentemente são questões temporárias e situações clínicas reversíveis, como por exemplo, a presença de periodontite, cáries ou focos de infecções orais.

Tais dados podem ser prontamente verificados antes do início do tratamento durante anamnese, na fase de planejamento, com a presença de exames complementares clínicos e de imagem. Assim, a decisão cirúrgica deve estar condicionada a uma anamnese adequada e planejamento preciso, tendo o operador e o paciente informações sobre os benefícios e adversidades da técnica escolhida para reabilitação oral. 

 

Como é a cirurgia de instalação de implante dentário?

Com o paciente já avaliado, orientado e escolhido para o procedimento, é realizada a etapa cirúrgica. Ela pode ser realizada com sedação geral, mas normalmente a anestesia local é satisfatória. Em seguida é feita uma abertura na gengiva da região para acessar e expor o osso em que o implante dentário será fixado. O cirurgião utiliza uma sequência de fresas e brocas específicas para osso e em seguida o implante que já foi selecionado, é instalado através de um motor rotatório, com toque e velocidade adequados.

Logo após, a gengiva é suturada e assim deve-se esperar o tempo de osseointegração que requer cerca de 3 a 4 meses para acontecer. Porém, existem variações neste tempo de espera: no caso de pacientes que realizaram enxerto ósseo, pode chegar a 6 meses e para pacientes elegíveis para carga imediata, não é necessário esperar tempo algum, partindo já para a etapa da prótese provisória.

E depois da cirurgia, o que fazer?

Além dos cuidados pós-operatórios, como a administração de medicamentos antibióticos e anti-inflamatórios, deve-se fazer a aplicação de compressa fria na região operada, manter repouso e não conversar demasiadamente. Esses cuidados devem ser mantidos até a remoção da sutura, que normalmente acontece entre 7 a 10 dias.

Após isso, aguarda-se o tempo recomendado para a osseointegração em cada caso. O momento da reabertura irá acontecer, para serem colocados os cicatrizadores, que  promovem a comunicação da área externa ao implante e estimulam a cicatrização da gengiva, num formato compatível e adequado com a coroa protética que será realizada e adaptada em sequência.

 

Considerações Finais: instalação de implante dentário

A cirurgia de instalação de implantes é considerada um procedimento seguro e com altas taxas de sucesso, se alguns critérios forem observados e avaliados durante a anamnese e no exame físico do paciente. Requer um período de pós operatório que também é considerado fator crucial para o sucesso do tratamento. É necessário avaliar os riscos e benefícios do mesmo, bem como as vantagens da reabilitação com implantes em comparação com abordagens com próteses removíveis, que podem ser incômodas e trazer outros malefícios. 

A escolha de um bom profissional que tenha experiência e conhecimento é importante, visto que a qualidade dos produtos e equipamentos que ele utiliza pode influenciar diretamente no sucesso cirúrgico. 

Portanto, avalie todos os parâmetros e com certeza, o cirurgião dentista mais atualizado e qualificado adquire os produtos e tecnologias da Implantec. Em caso de dúvidas, entre em contato conosco.