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Os implantes osseointegrados foram um caso de sucesso para a Implantodontia, sabendo que há milênios, antigas civilizações já testaram o uso de implantes dentários de diversos materiais como o ouro, a porcelana e a platina. Desde então, houve uma busca de substitutos dentais que promovessem a ancoragem do implante ao tecido ósseo. O titânio tornou-se o padrão ouro para reabilitação devido à sua excelente biocompatibilidade e propriedades mecânicas. Nesse âmbito, vamos falar um pouco sobre os diferentes tipos de implantes dentários existentes na atualidade e suas propriedades. Vamos lá?

 

O que é um implante osseointegrável?

O termo osseointegração surgiu em 1969, no histórico trabalho proposto por Per-Ingvar Brånemark e refere-se ao contato íntimo entre o osso adjacente e o implante dentário. Os implantes osseointegráveis inovaram a Odontologia e trouxeram benefícios em relação aos tratamentos convencionais como melhor retenção e estabilidade às reabilitações, com resultados previsíveis e estáveis a longo prazo. Uma boa osseointegração depende do material, do tratamento da superfície do implante, do osso, da técnica cirúrgica, do desenho da prótese e do cuidado do paciente. 

 

Quais tipos de implantes podemos encontrar?

Os implantes podem ser classificados de diversas formas, dentre elas:

  1. Em relação ao formato e tipo: 

  • Implantes Cilíndricos
  • Implantes Cônicos
  • Implantes Lisos
  • Implantes Rosqueáveis
  1. Em relação à conexão protética:

  • Hexágono Interno
  • Hexágono Externo
  • Cone Morse
  1. Em relação ao material que foi fabricado:

  1. Em relação às dimensões:

  • Comprimento: podem variar de 4 a 15 mm
  • Diâmetro: podem variar de 3 a 6 mm
  1. Em relação ao tratamento de superfície:

  • Usinadas
  • Microtexturizadas
  • Microtexturizadas
  • Nano Texturizadas 
  • Biomiméticas

Implante Dentário Unitário

Um Implante Dentário Unitário é um procedimento cirúrgico que visa restaurar os sorrisos perdidos. Geralmente, é usado para substituir um dente individual perdido. O implante consiste em um parafuso de titânio, que é implantado diretamente no osso da mandíbula e funciona como um suporte para a prótese.

O processo de implante dentário unitário é relativamente simples e geralmente requer apenas uma ou duas consultas cirúrgicas. O osso em volta do implante é geralmente cicatrizado em torno do implante para dar apoio à prótese. Após o crescimento dos ossos em volta do implante, é feita uma coroa dentária para restaurar o dente.

Os implantes dentários unitários são considerados mais seguros e duradouros do que outras opções de restauração dentária, pois não há necessidade de alterar os dentes adjacentes. Além disso, eles são estéticos, práticos e oferecem uma solução duradoura para corrigir a perda de um dente.

Implante Dentário Parcial

Os implantes dentários parciais são dispositivos que suportam dentes artificiais, que substituem dentes perdidos ou extraídos e são feitos de uma combinação de metal e cerâmica. É uma solução acessível para a perda de um ou vários dentes em uma boca. Esses implantes dentários são colocados no osso maxilar e são projetados para durar a vida inteira. Além de oferecerem uma aparência, toque e função mais naturais do que uma prótese removível.

Essa solução permite que os pacientes comam normalmente, falem sem dificuldade e melhorem sua vida diária, e os benefícios emocionais e cosméticos oferecidos pelos implantes dentários parciais fortalecem sua autoconfiança. Os implantes dentários parciais podem substituir 1 ou mais dentes perdidos, ou extraídos, tornando-os ideais para uma ampla variedade de situações odontológicas.

Se você gostaria de saber mais sobre implantes dentários parciais, é importante falar com um dentista qualificado para receber aconselhamento adequado para sua situação.

Implante Dentário Multi-Unitário

Esta solução prática e confiável tem a capacidade de repor múltiplos dentes de uma vez, recuperando a saúde bucal e a estética dos pacientes. Para compreender melhor o que é e como é implantado um Implante Dentário Multi-Unitário, vamos examinar mais detalhadamente como ele funciona.

Um Implante Dentário Multi-Unitário é basicamente um conjunto de implantes dentários conectados entre si para formar um sistema de suporte para os dentes artificiais. Como dito, esse implante permite a fixação de múltiplos dentes, sendo feita através de pinos conectores inseridos nos implantes que formam a base de todo o sistema.

A vantagem deste sistema é que é possível reabilitar múltiplos dentes, melhorando a saúde e a estética da boca do paciente, ao mesmo tempo em que diminui os custos e o tempo de tratamento. Além disso, o Implante Dentário Multi-Unitário oferece mais estabilidade e durabilidade, pois o sistema é devidamente fixado ao osso maxilar.

Os Implantes Dentários Multi-Unitários estão disponíveis em diferentes tamanhos e formatos, e dependendo do paciente único, podem conter diferentes quantidades de implantes. Assim, é possível garantir que o sistema possui a força e a segurança necessárias para suportar todos os dentes restaurados. A partir da colocação dos implantes, a parte do dentista é promover a recuperação bucal do paciente, preenchendo os espaços perdidos.

No geral, o Implante Dentário Multi-Unitário é uma alternativa moderna, segura e eficaz ao tratamento de restauração dos dentes. A sua fiabilidade, alta durabilidade e custo relativamente baixo tornam-na uma solução ideal para pacientes que desejam devolver uma aparência saudável e bonita à sua boca.

Implante Dentário Endo-Ósseo

Um implante dentário endo-ósseo é um procedimento cirúrgico que preserva a estrutura natural dos dentes. É uma ótima opção para corrigir problemas estéticos e funcionais, como a falta de dentes. Um implante dentário endo-ósseo é realizado usando materiais especiais, geralmente titânio, que são implantados na mandíbula e permitem a substituição segura do dente ausente.

Normalmente é realizada sob anestesia local e, em alguns casos, o paciente também pode precisar de um relaxante muscular para ajudar a manter a área relaxada. Para isso, primeiro é feita uma incisão na mandíbula e, em seguida, são inseridos pequenos implantes, que geralmente são preenchidos com osso para dar mais estabilidade.

Logo após a instalação dos implantes dentários, um pós-operatório é necessário para promover a cicatrização adequada do local. O processo completo de um implante dentário endo-ósseo é realizado de forma segura e com resultados satisfatórios. Além disso, ele é considerado um ótimo investimento, pois pode durar muitos anos e oferecer excelentes resultados estéticos e funcionais.

Implante Dentário Endosteal

O implante dentário endosteal é um tipo de implante que é colocado diretamente na mandíbula. É normalmente feito de material biocompatível, como titânio ou aço cirúrgico. O procedimento é realizado por um cirurgião oral ou dentista especialista em implantes.

Após o implante dentário, ele exige uma grande quantidade de cuidados. O material usado, bem como o processo de cura, ajudam a garantir que o implante dentário endosteal seja seguro e duradouro. O implante dentário endosteal é conhecido por ser muito eficaz e pode ser usado para substituir uma ou mais raízes dentárias.

Como o implante dentário endosteal é colocado diretamente na mandíbula, não exige nenhuma modificação óssea. Isso o torna o implante dentário mais seguro para quem tem pouco osso para suportar um implante dentário, e é também uma excelente opção para quem já tem uma prótese. O implante dentário endosteal é versátil e pode ser usado para suportar coroas unitárias, pontes fixas, múltiplos implantes unitários ou implantes dentários múltiplos.

Implante Dentário Subperiosteal

Implante dentário subperiosteal é uma forma de tratamento para pessoas que não possuem mais ossos suficientes relacionados à saúde bucal para suportar implante dental. Ao contrário de outros métodos de implante, este não é inserido no osso, mas sim colocado acima do osso. Como dito ele é útil para aqueles que não possuem ossos suficientes para suportar um implante dentário regular.

Esse tipo de implante é feito de um material metálico fino, geralmente aço cirúrgico ou titânio, que é soldado aos dentes posteriores e preso aos ossos da mandíbula ou maxila para proporcionar a sustentação necessária. O implante subperiosteal pode ser usado para corrigir parcialmente ou completamente a perda dos dentes, dependendo do caso e da quantidade de ossos disponíveis.

Ele pode ser usado para ancorar próteses de fixação, adesivas ou removíveis, de acordo com as necessidades do paciente. Além de ser incrivelmente eficaz e seu uso vem aumentando ao longo dos anos, como forma de melhorar a funcionalidade e a estética da dentição.

Algumas dúvidas comuns

Muitas pessoas recorrem a implantes dentários para restaurar um sorriso bonito e saudável, mas ainda há muitas dúvidas sobre esse procedimento. Sentir-se bem informado antes da cirurgia pode ajudar muito ao processo de recuperação, por isso aqui iremos te ajudar a se informar e esclarecer algumas questões comuns em relação a implantes dentários.

Qual é o melhor material para implante dentário?

Os implantes dentários são uma ótima maneira de recuperar a estética e a função de dentes perdidos, mas qual material é o melhor para usar? É importante escolher um material que proporcione estabilidade, durabilidade e resistência.

Por isso, muitos cirurgiões bucomaxilofaciais acreditam que os implantes de titânio são a melhor escolha. O titânio é altamente biocompatível e não causa reações alérgicas ou infecções. Além disso, o titânio tem propriedades de resistência à corrosão que o tornam ideal para um implante dentário.

E você sabe porque é considerado melhor?

O titânio é usado para prover uma base estável, protegendo os tecidos ao redor do implante e permitindo que os dentes permaneçam firme no lugar. Com a combinação de resistência, estabilidade e biocompatibilidade, o titânio é o material mais recomendado e amplamente utilizado para implantes dentários.

Como escolher o melhor tipo de implante atualmente?

O mercado teve uma evolução muito significativa  juntamente com a ciência, que se aperfeiçoou muito desde o primeiro implante fabricado, até os que atualmente estão impregnados de tecnologia. Com diferentes características e indicações, os fabricantes proporcionam uma gama de opções para os cirurgiões dentistas, na escolha do melhor resultado clínico em suas cirurgias.

Embora não haja consenso na literatura em relação à melhor superfície e mesmo ao formato dos implantes para uma melhor osseointegração, sabe-se que a geometria do implante deve ter o máximo de contato com o osso, aumentando a interação celular com a superfície do material, assim como a distribuição do estresse das cargas mastigatórias. 

Para a escolha do melhor tipo de implante, deve-se considerar a estabilidade primária, que é a estabilidade do implante imediata após a instalação, que acontece de acordo com sua ancoragem óssea e depende da sua forma macroscópica, da geometria e da presença ou não de roscas. 

A superfície do implante em contato com o osso também deve ser considerada e tem sido amplamente estudada. A evolução da qualidade e da rapidez na osseointegração está intimamente ligada ao tratamento de superfície dos implantes dentários, pois é na superfície que ocorre a formação de uma delgada camada de óxido que está associada à adsorção de íons e moléculas, consequentemente aos mecanismos de osseointegração. 

Portanto, a superfície, a topografia e as características químicas superficiais do implante definirão a composição da camada de proteínas que será incorporada a ele, induzindo a osteogênese. Inicia-se então a formação de uma matriz óssea, que leva à neoformação tecidual e remodelação e cria-se uma interface entre osso e implante.

Atualmente, o sistema cone morse tem se mostrado preferência entre os dentistas e como o próprio nome já diz, possui desenho cônico. Uma das vantagens é favorecer a preservação da crista óssea  e isso diminui as chances de saucerização, pois é colocado em um nível infra ósseo, diferentemente dos modelos de conexão hexágono. Em relação à estética, ele também se mostra superior pois não é necessário disfarçar as linhas divisórias entre o implante e o intermediário protético, que é menor que a cabeça do implante, e essa configuração propicia uma melhor acomodação entre as distâncias biológicas dos implantes e dos dentes remanescentes, resultando em um melhor desempenho estético.

Como fica a gengiva depois de um implante?

Depois de realizada a cirurgia para colocar um implante dentário, a gengiva se recupera em cerca de 12 semanas a partir do procedimento. Na verdade, o processo de cicatrização depende da saúde bucal e do estado geral do paciente, bem como da qualidade do implante dentário colocado.

Em geral, a gengiva fica bem após a inserção dos implantes dentários. As alterações mais significativas na gengiva no pós-operatório ocorrem devido à cirurgia de preparo que é realizada para remover tecidos mole e ósseos para facilitar a colocação do implante.  Com alguns cuidados no período de recuperação, as alterações na gengiva são reversíveis. 

Os principais cuidados que devem ser tomados são limpar os dentes com cuidado e evitar alimentos duros ou crocantes para evitar prejudicar o local. É importante ressaltar que os cuidados com a higiene bucal são primordiais durante o tempo de recuperação. No pós-operatório, os cuidados devem ser mais intensos, pois o implante dentário tenderá a ser mais sensível a doenças gengivais.

Eventos incomuns, como o aumento da dor ou o sangramento em excesso ainda podem ocorrer durante o processo de cicatrização. Nesse sentido, é importante que o paciente tire todas as dúvidas com seu dentista para garantir que tudo está correto. Certifique-se de que os cuidados pós-operatórios estão sendo tomados para garantir a melhor recuperação após colocar um implante dentário.

Quanto tempo depois do implante pode colocar o dente provisório?

Os implantes dentários são uma das principais alternativas para reposição de dentes perdidos. Mas, quanto tempo depois do implante é possível colocar o dente provisório? A resposta vai depender do tipo de implante si você optar.

Alguns implantes precisam de um tempo de cicatrização a fim de garantir que os tecidos da boca estejam prontos para a colocação do dente provisório. Geralmente, leva-se cerca de 2 a 3 dias para o osso responsável pela suporte do implante ser curado. Então, em média, o dente provisório pode ser posto após cerca de 2 semanas depois de ter feito o implante.

Isto quer dizer que, antes de colocar o dente provisório, pode-se usar uma prótese temporária para tornar a espera mais confortável. Também, depois de colocar o dente provisório, é importante fazer exames periódicos a fim de verificar a saúde do tecido gengival e identificar qualquer problema. Assim, você pode ter certeza de que o seu implante dentário dura por muitos anos.

 

Conclusão

Os diferentes tipos de implantes existentes no mercado visam acelerar o tempo de cura, permitir o carregamento antecipado dos implantes, garantir maior conforto para o paciente e otimizar o tempo do profissional. A osseointegração ocorre nas superfícies dos implantes dentais, independentemente se essas são tratadas ou não. Algumas tecnologias aprimoraram o resultado da osseointegração, beneficiando uma aposição óssea com boa densidade.

Muitas tecnologias agregaram a nova geração de implantes e ampliaram a diversidade e o poder de escolha do cirurgião dentista. Sabe-se que o futuro está agregado à evolução científica para otimizar e melhorar resultados cirúrgicos e estéticos. Muito além apenas dos tipos de implantes, a boa performance das cirurgias também depende de outros materiais de qualidade, que tem como função ajudar na estabilidade primária e na osseointegração. 

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