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Entender como funciona a remodelação óssea é fundamental. O osso tem papel importante de suporte, de proteção e de locomoção e é controlado por fatores sistêmicos, como os hormônios, e fatores locais, como os fatores de crescimento e as citocinas. Os sistemas imune e esquelético estão intimamente relacionados e por isso, para o estudo desse sistema se deu o nome de Osteoimunologia. 

O controle do sistema esquelético está na dependência de uma remodelação óssea equilibrada, ou seja, da dinâmica equipara entre a atividade dos osteoblastos, que são células de formação óssea, e dos osteoclastos, células de reabsorção óssea. Este equilíbrio é controlado pelo sistema imune e a compreensão deste processo, como um todo, é a chave para o desenvolvimento de protocolos de tratamento que podem evitar e tratar doenças ósseas. 

O tecido ósseo

O tecido ósseo tem dois componentes básicos: células e matriz orgânica, sobre a qual se depositam os componentes inorgânicos, e podemos entender o tecido ósseo de duas maneiras: pelo aspecto macroscópico e microscópico.

  1. Macroscopicamente, o tecido ósseo pode se apresentar como compacto, na região mais periférica dos ossos, denominada cortical, e esponjoso ou trabecular mais internamente com rede de trabéculas contendo espaços intercomunicantes que abrigam a medula óssea. 
  2. Microscopicamente, o tecido ósseo pode ser classificado em primário (imaturo) que se apresenta com disposição irregular, não organizada das fibras colágenas. É classificado também como secundário (maduro), com fibras colágenas dispostas em lamelas paralelas ou concêntricas.

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Remodelação óssea

Nos processos de formação, reabsorção, manutenção e remodelação óssea, participam quatro tipos celulares que derivam de uma linhagem relacionada à formação e manutenção: osteoblastos, células de revestimento ósseo e osteócitos, e outra à reabsorção: osteoclastos.

O tecido ósseo, em vários momentos, precisa modificar sua forma e sua estrutura. Seja para um osso primário se tornar maduro, para um osso crescer mantendo sua forma, para um osso esponjoso tornar-se compacto ou para se adaptar a novas situações fisiológicas ou patológicas, o osso está em constante remodelação, por meio de reabsorção e deposição de matriz óssea, que são processos diretamente ligados.

O desenvolvimento e a homeostase do sistema esquelético está na dependência de uma remodelação óssea equilibrada, com o nivelamento da atividade dos osteoblastos e osteoclastos que é controlada pelo sistema imune. Se ocorrer o desequilíbrio a favor dos osteoclastos, levará a reabsorções patológicas, como as periodontites, doenças osteoporóticas e tumores ósseos.

Este processo é controlado por uma cascata de eventos combinados a uma programação genética com a regulação de genes por fatores sistêmicos e locais, entre eles os hormônios, citocinas e fatores de crescimento. A formação do osso envolve a proliferação e migração das células osteoprogenitoras e a diferenciação dos osteoblastos.

O primeiro evento celular no processo de remodelação é a formação e ativação dos osteoclastos. Previamente à reabsorção da matriz mineralizada pelos osteoclastos, os osteoblastos/células de revestimento ósseo produzem colagenase, removendo a camada de osteóide, expondo a matriz mineralizada aos osteoclastos que se tornam ativos em contato direto com a matriz óssea mineralizada.

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Outra possibilidade de modular a formação e atividade osteoclástica seria a partir de sinais gerados no microambiente, com a liberação de citocinas. As citocinas são moléculas de regulação, solúveis, de baixo peso molecular, expressas como proteínas de membrana ou secretadas, que se ligam a receptores específicos, em células alvo. Têm um papel vital tanto na regulação do tecido ósseo em condições fisiológicas quanto patológicas.

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Remodelação óssea: Considerações Finais

As células do tecido ósseo estão sob a ação de fatores locais e sistêmicos. O conhecimento da forma de atuação destes fatores sobre as células ósseas, pode contribuir para a compreensão dos mecanismos celulares envolvidos em diversas doenças ósseas. Assim, estudos têm sido realizados com a finalidade de encontrar tratamentos efetivos para as doenças que promovem a perda óssea, tais como: doença osteoporótica, doença periodontal, entre outras e visam esclarecer os diversos fatores que interferem com a proliferação, migração, diferenciação e atividade das células ósseas. 

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