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Certamente você já deve ter ouvido falar no seio maxilar, e provavelmente no procedimento de levantamento de seio maxilar, não é mesmo? E se você é cirurgião-dentista, com certeza já se deparou com a Membrana de Schneider em alguns procedimentos cirúrgicos. O artigo de hoje vem falar um pouco sobre essa membrana, tão importante para a Odontologia.

 

O que é o seio maxilar?

O seio maxilar é uma cavidade pneumatizada localizada na região posterior do osso maxilar, na face. É a maior das cavidades paranasais e é revestida pela membrana de Schneider, que fica aderida ao osso subjacente.

O seio maxilar possui forma irregular e pode apresentar variações de tamanho e forma entre as pessoas. Normalmente, sua altura é de cerca de 3 a 4 cm, com largura de cerca de 2 a 3 cm e profundidade também de 2 a 3 cm. A comunicação do seio maxilar com as fossas nasais se dá por meio de um orifício maxilar, que se encontra na parede lateral do nariz.

Ele desempenha um papel importante na respiração e além disso, a cavidade do seio maxilar pode ser usada como uma via de acesso para a realização de procedimentos cirúrgicos, como o levantamento de seio maxilar para a instalação de implantes dentários.

 

O que é a membrana de Schneider?

A membrana de Schneider ou membrana sinusal é uma membrana mucosa, que reveste internamente a cavidade do seio maxilar e é responsável por secretar muco, lubrificar e proteger a cavidade nasal.

Esta membrana separa a cavidade do seio maxilar do osso que a envolve e ajuda a proteger as estruturas que estão próximas, como os dentes superiores. A membrana de Schneider pode ser afetada por diversos fatores, como alergias, infecções, irritações e condições inflamatórias, como a sinusite. Essas condições permitem que as células secretoras aumentem a produção de muco para proteger e lubrificar as vias aéreas, resultando em sintomas como congestão nasal.

Além disso, a membrana de Schneider é frequentemente afetada durante procedimentos cirúrgicos, como perfurações no levantamento de seio maxilar. Nesses casos, é importante preservar a integridade da membrana para garantir a cicatrização adequada e evitar complicações pós-operatórias.

 

Perfuração da membrana de Schneider

A complicação mais comum observada durante a cirurgia de levantamento do assoalho do seio maxilar é a perfuração da membrana sinusal, relatada entre 20% e 41% dos casos. Vários estudos demonstraram que as variações anatômicas do seio maxilar são muito importantes durante o plano de tratamento para reduzir as complicações. 

A perfuração pode acontecer na osteotomia ou durante o descolamento da membrana. As paredes internas do seio maxilar em regiões de segundos pré molares superiores, apresentam maior risco de perfuração da membrana sinusal.

A membrana do seio maxilar é bastante fina, variando de 0,3mm a 0,8mm de espessura e sua perfuração pode ser detectada pela Manobra de Valsalva, que consiste em um assopro nasal. Quando existe um rompimento da membrana sinusal, ocorre presença de bolhas de ar durante essa manobra.

 

Como tratar a perfuração?

As perfurações são tratadas para evitar o deslocamento do material de enxerto para dentro da cavidade sinusal e sinusite subsequente. Quando uma perfuração da membrana é visualizada, a manobra é interrompida. Com auxílio de gaze estéril, deve-se realizar isolamento para visualização da perfuração.

A membrana que envolve a perfuração deve agora ser delicadamente dissecada para aliviar a pressão próxima a área perfurada, reduzindo a possibilidade da perfuração aumentar. Perfurações são facilmente tratadas com membranas reabsorvíveis de colágeno, colocadas sobre a área, de modo a recobrir a membrana afetada.

Outra técnica para o fechamento de perfurações é a utilização do PRF – fibrina rica em plaquetas, que é um concentrado plaquetário rico em fatores de crescimento obtido a partir da centrifugação do sangue do paciente e tem a propriedade de acelerar o processo de cicatrização e reparar as perfurações na membrana, funcionando como uma membrana autóloga, e também como material de preenchimento do seio maxilar.

 

Regeneração da membrana de Schneider 

Vários estudos indicam a eficácia e previsibilidade dos procedimentos de tratamento de perfurações da membrana sinusal em cirurgias de elevação de seio maxilar associadas a implantes odontológicos, com índice de sucesso e sobrevida acima de 90%.

A cicatrização da membrana de Schneider vai depender de diversos fatores como:

  1. adesão do paciente aos cuidados pós-operatórios;
  2. estilo de vida do paciente;
  3. tipo de material que a membrana foi reparada;
  4. fatores sistêmicos que podem interferir na cicatrização, como diabetes e o fumo.

 

Considerações finais

A cirurgia de levantamento de seio é um procedimento que deve ser corretamente planejado com o auxílio de exames por imagem para minimizar a possibilidade de perfuração da membrana de Schneider. Ainda assim, o planejamento pré-operatório adequado não impede intercorrências no transoperatório, sendo a membrana de Schneider uma estrutura fina e extremamente delicada.

Para o reparo da mesma, a utilização da membrana de PRF tem se mostrado ser uma abordagem terapêutica eficaz e comumente utilizada pela sua característica autóloga e de fácil manuseio. Várias tecnologias têm surgido no mercado a fim de obter a fibrina rica em plaquetas, e se você deseja conhecer mais a respeito, entre em contato com o time de consultores da Implantec e saiba tudo sobre o PRF Process by Joseph Choukroun.