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A correção das alterações faciais faz parte da rotina de um cirurgião buco-maxilo facial. Diversas técnicas cirúrgicas estão descritas na literatura e visam o adequado acesso às estruturas para a realização de osteotomias. As osteotomias maxilomandibulares conhecida popularmente como cirurgia ortognática são cortes realizados na mandíbula e maxila com o objetivo de tratar as deformidades estruturais da face e dento facial, que não podem ser tratadas com a ortodontia convencional, que gera grande desconforto e insatisfação ao paciente, como alterações posturais, alterações nas funções da mastigação, deglutição, fala, e respiração.

 

Cirurgia Ortognática

A cirurgia ortognática é o tratamento de escolha para as deformidades dentoesqueléticas. Em associação com o tratamento ortodôntico, ela permite uma correta solução das más oclusões e das alterações faciais, possibilitando o estabelecimento de um equilíbrio entre os dentes, os ossos de sustentação e as estruturas faciais vizinhas, como a língua, lábios e bochechas.

“Leia mais neste conteúdo que aborda mais a fundo sobre Cirúrgia Ortognática.”

 

Osteotomias

As osteotomias maxilomandibulares, são cortes realizados nos ossos da face, tendo como principal objetivo a correção das deformidades dentais e estruturais, buscando uma posição estável, funcional e adequada e consequentemente melhora da estética. São várias as técnicas de osteotomias dos ossos face, entre elas podemos citar:

  1. Osteotomia sagital do ramo: é uma técnica segura, com riscos previsíveis e prognósticos favoráveis. A facilidade da técnica é devido ao seu design oferecer uma ampla área de contato entre os segmentos ósseos, proporcionando melhor estabilidade e cicatrização óssea, permitindo também a aplicação de fixação estável de forma adequada e precisa. A técnica permite o avanço ou recuo mandibular. 
  2. Osteotomia Le Fort l: é um procedimento para tratamento das deformidades dento faciais, utilizado para correção das deficiências verticais, transversas da maxila e ântero posterior, assim como na correção do excesso vertical da maxila. A Osteotomia Le Fort l é uma grande parte dos planejamentos em cirurgia ortognática, tanto para o paciente que apresenta má-oclusão classe III, síndrome da face curta ou síndrome da face longa. O uso de fixação interna tornou-se o reposicionamento maxilar por meio da Osteotomia Le fort l um procedimento com resultados estáveis e previsíveis. 
  3. Osteotomia segmentada de maxila: proporciona correção de maloclusões dento-esqueléticas que não podem ser tratadas através de ortodontia convencional, indicado também para a correção da deficiência transversa da maxila, da extrusão dental, quando o reposicionamento dental não é possível, extrusão dento alveolares, tratamento de deformidades faciais de desenvolvimento ou adquiridas, devendo ser feito de forma coadjuvante a osteotomia Le fort I.

 

Padrões Faciais

3d figura médica mostrando desvio lateral mandíbula

3D figura médica mostrando desvio lateral mandibular

  1. Padrão I ou normoclusão: A normalidade facial é determinada por padrão I. Quando há má oclusão não está associada a qualquer discrepância esquelética vertical ou sagital, somente dentária. Os pacientes são identificados pelo equilíbrio vertical e sagital da face nas vistas lateral e frontal, o qual a maioria da população apresenta. 
  2. Padrões II: presença de degrau sagital positivo entre a maxila e a mandíbula, não apresentam discrepância vertical, porém é caracterizado por possuir a convexidade facial aumentada. Esses pacientes apresentam deficiência mandibular geralmente associadas ao excesso de maxila, mandíbula retraída e maxila protruída, ou por falta de desenvolvimento de uma delas ou crescimento excessivo da maxila. A deficiência mandibular é identificada pela linha queixo-pescoço curta, deficiência na eversão do lábio inferior e da protrusão do mento. A postura do lábio superior depende da protrusão dos incisivos superiores e da sua verticalização. Frontalmente apresenta diminuição do mento e da altura do lábio inferior e a eversão do lábio inferior, não apresenta deficiência de exposição dentária no sorriso e excesso maxilar vertical.
  3. Padrão III: caracterizado pela reduzida convexidade facial devido ao prognatismo mandibular e deficiência maxilar ou a associação de ambos. Em paciente com defeito maxilar observa-se a ausência da proeminência zigomática e da depressão infraorbitária. Nos prognatas dólicofaciais a linha queixo-pescoço é menos acentuada e longa. Este é o paciente mais afetado e prejudicado esteticamente devido ao seu perfil e aparência ser muito evidente, tanto ao sorrir, ou falar.

 

Osteotomia Le Fort I

A osteotomia Le Fort I é o procedimento de escolha para correção da maioria das deformidades maxilares e do terço médio da face, sendo a estabilidade da técnica dependente de vários fatores como: aproximação das paredes ósseas osteotomizadas, qualidade do osso, estabilidade da oclusão, função mastigatória e respiratória, uso de enxertos interposicionais, presença de fendas palatinas e tipo de fixação utilizada. 

A utilização da Osteotomia Le Fort I é considerada mais estável, quando utilizada para reposição superior, avanço ou recuo de maxila. Tem uma interação significativa nos resultados obtidos nos tecidos moles, onde se constata que áreas como a região paranasal, projeção zigomática e exposição dos dentes em sorriso e repouso tem íntima relação com o tipo e magnitude do movimento escolhido. 

Veja também este artigo sobre: O que é harmonização orofacial na odontologia?

 

Considerações Finais: Osteotomias maxilomandibulares

Embora esses procedimentos possam ser complexos, eles podem ter um grande impacto positivo na aparência, função e qualidade de vida dos pacientes que sofrem de deformidades dentofaciais. A cirurgia ortognática proporciona benefícios estéticos e funcionais aos pacientes com estabilidade a longo prazo.

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