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Hoje, restaurar a função e a estética usando implantes dentários é uma modalidade de tratamento amplamente utilizada. Uma pergunta muito comum que os pacientes fazem nos consultórios é sobre a duração deles. Muitas são as pesquisas e os estudos acerca da longevidade dos implantes dentários. Vamos saber um pouco mais?

 

Como posso saber se preciso utilizar implantes dentários?

A instalação de implantes dentários funciona como uma opção para solucionar a ausência de dentes, problemas de função e de estética. Antes de mais nada, é necessário uma consulta prévia ao dentista. Ele irá avaliar a indicação para o procedimento, o estado de saúde geral e oral e solicitará exames de imagem. Após a reunião e análise desses elementos, serão dados os esclarecimentos em relação à conduta pré e pós operatória e o tempo de tratamento. Leia mais em: Cirurgia de instalação de implante dentário: como funciona?.

 

Quais são as etapas do processo?

O tratamento odontológico realizado com implantes dentários consiste em duas etapas: 

 

  1. Etapa cirúrgica: Nesta fase, os implantes serão posicionados no osso, que irão fazer o papel de raíz da prótese que será recebida posteriormente. Normalmente é necessário aguardar um tempo determinado para se estabelecer a osseointegração. Os implantes normalmente podem ser de titânio ou de zircônia e existem vários tipos no mercado, que vão variar de acordo com cada necessidade do caso;
  2. Etapa protética: Neste momento, após a consolidação do osso à superfície do implante, serão instaladas as próteses dentárias, ou seja, os dentes artificiais que ocuparão o lugar dos dentes ausentes, para recuperar a função e a estética natural.

Mas afinal de contas, quanto tempo vai durar esse implante?

A reabilitação oral com implantes na odontologia tem alta  taxa  de  sucesso  e sobrevida, possibilitando um tratamento com qualidade e longevidade. Quando  os  princípios  biológicos  e  mecânicos  são respeitados,   essa   modalidade   de   tratamento   pode restaurar   com   êxito   as   deficiências   funcionais   e estéticas causadas pela ausência dos dentes naturais.

Os implantes dentários são dispositivos com natureza estrutural para ter uma excelente adaptação ao osso com  estabilidade primária, permitindo longevidade para o tratamento. Essa longevidade depende de alguns fatores que podem incluir:

  1. técnica cirúrgica;
  2. destreza do cirurgião-dentista;
  3. implante em função;
  4. qualidade do implante;
  5. qualidade do osso em que foi instalado;
  6. cuidados pós-cirúrgicos;
  7. higiene oral;
  8. periimplantite e/ou periodontite;
  9. cigarro;
  10.  diabetes.

Na literatura, há relatos de 20 anos de sobrevivência de implantes dentários e  isso baseia-se na presença da função proposta, da estabilidade individual, da ausência de dor ou infecção no exame clínico e da ausência de sinais radiológicos ou patologia periimplantar. 

Em estudos retrospectivos de 5 anos e prospectivos de 10 anos, por foi possível verificar uma maior perda óssea, menor taxa de sobrevivência dos implantes dentários e um maior número de problemas ao redor deles em pacientes com história de periodontite, em comparação aos pacientes sem história de doença periodontal.

As taxas de sobrevivência dos implantes em pacientes diabéticos não diferem da sobrevivência em pacientes saudáveis nos primeiros 6 anos, mas na observação de longo prazo até 20 anos, um implante reduz a sobrevivência em pacientes diabéticos. O bom controle glicêmico melhora a osseointegração e a sobrevivência do implante, portanto o nível de glicose no sangue deve estar bem controlado.

Em relação aos pacientes fumantes, os estudos afirmam que os produtos tóxicos do fumo são fatores preditivos para deficiência de vitamina D através do decréscimo do ácido fólico das hemácias, condição essa associada à alteração da densidade mineral dos ossos. O fumo predispõe a falhas de implantes, em que fumantes moderados e pesados apresentam taxas de insucesso de implantes de 15,1% e 12,87%, respectivamente. 

 

É necessário fazer manutenção após a instalação dos implantes?

Além dos cuidados de higiene em casa, pacientes que são submetidos a tratamentos com implantes necessitam de visitas periódicas ao dentista e é elaborado um protocolo de manutenção. Os retornos podem acontecer de seis em seis meses no primeiro ano e, após esse período, pode ser feito anualmente. Nessas manutenções são avaliados aspectos radiográficos, aspectos clínicos e a saúde bucal. Pode ser realizado também uma profilaxia com instruções de cuidados orais.

 

Conclusão

A longevidade dos implantes dentários vai depender de inúmeros fatores. Normalmente, as taxas de sobrevivência e duração são altas, por isso o grande sucesso e dos tratamentos e da evolução da Implantodontia.

Pacientes com histórico de doenças periodontais, diabetes e pacientes tabagistas, devem ter um cuidado de higiene mais exacerbado em relação aos pacientes que não tem alterações.

Devem ser analisados todos os fatores que incluem as indicações cirúrgicas, os cuidados pós-cirúrgicos e o tempo para a instalação da prótese, assim é possível garantir uma excelência no tratamento e na vida útil do mesmo.

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