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No mundo da odontologia, poucos procedimentos são tão cruciais e delicados quanto o bloqueio do nervo alveolar inferior. Como especialistas na área, entendemos o impacto significativo que essa técnica tem no conforto do paciente e no sucesso dos tratamentos odontológicos. 

No entanto, o domínio dessa habilidade requer não apenas precisão técnica, mas também uma compreensão profunda dos aspectos importantes envolvidos. De considerações anatômicas a técnicas de injeção, cada detalhe desempenha um papel crucial na obtenção de resultados ideais. Neste artigo, vamos nos aprofundar nos aspectos essenciais do bloqueio do nervo alveolar inferior que todo especialista deve conhecer bem.

Anatomia e função do nervo alveolar inferior

O bloqueio do nervo alveolar inferior é um procedimento que requer um profundo conhecimento da anatomia e função do nervo em questão. O nervo alveolar inferior é um dos ramos terminais do nervo trigêmeo, também conhecido como nervo craniano V.  Ele é responsável por fornecer sensação aos dentes inferiores, gengivas, lábios inferiores e queixo. 

Para realizar um bloqueio eficaz, é essencial entender a trajetória e as ramificações desse nervo. O nervo alveolar inferior se origina do forame oval, localizado na base do crânio. Ele percorre um caminho descendente pelo canal mandibular, que é uma passagem óssea na mandíbula. 

Durante o bloqueio, a anestesia é administrada no local onde o nervo alveolar inferior passa pelo canal mandibular, interrompendo temporariamente a função do nervo e proporcionando alívio da dor ao paciente. É importante ter uma visão clara da anatomia do nervo alveolar inferior para evitar complicações durante o procedimento.

Técnicas comuns para administração de bloqueio do nervo alveolar inferior

Existem várias técnicas comumente utilizadas para a administração do bloqueio do nervo alveolar inferior. A técnica mais amplamente empregada é a técnica convencional, também conhecida como técnica de Halsted. Nessa técnica, a anestesia é administrada no local onde o nervo alveolar inferior passa pelo canal mandibular. 

Outra técnica comumente usada é a técnica Gow-Gates, que envolve a injeção da anestesia em uma posição mais distante do local de entrada do nervo alveolar inferior no canal mandibular. Essa técnica pode ser uma opção para casos em que a técnica convencional não é eficaz.

Além dessas técnicas, também existem variações e adaptações que podem ser utilizadas, dependendo das necessidades do paciente e das preferências do profissional. É importante ter um conhecimento aprofundado de cada técnica e compreender as indicações e contra-indicações para cada uma delas. Isso garantirá que o bloqueio do nervo alveolar inferior seja realizado com segurança e eficácia.

Aplicações da Piezocirurgia no bloqueio do nervo alveolar inferior

A piezocirurgia é uma técnica cirúrgica inovadora que utiliza ultrassom para cortar ossos, tecidos moles e dentes de forma precisa e minimamente invasiva. Essa técnica é amplamente utilizada em cirurgia bucomaxilofacial e em outras especialidades médicas. O nome “piezocirurgia” deriva do fato de que ela se baseia na geração de vibrações ultrassônicas através de cristais piezoelétricos.

A técnica da piezocirurgia pode ser aplicada na odontologia para procedimentos de bloqueio do nervo alveolar inferior. No entanto, a aplicação da piezocirurgia nesse contexto é mais indireta, uma vez que a técnica é frequentemente utilizada para outras etapas cirúrgicas relacionadas a procedimentos de extração de dente e implantes dentários, que podem envolver a anestesia do nervo alveolar inferior.

Aqui estão algumas características e vantagens da piezocirurgia:

Precisão: A piezocirurgia permite cortes extremamente precisos em tecidos duros (como osso) e moles, minimizando o dano aos tecidos circundantes.

Minimamente invasiva: Essa técnica é menos traumática do que os métodos convencionais que usam brocas de alta velocidade, resultando em menos sangramento, inchaço e dor pós-operatória.

Preservação de tecido saudável: Ela é projetada para preservar os tecidos saudáveis, o que é fundamental em procedimentos cirúrgicos.

Ampla aplicação: Além de procedimentos odontológicos, a piezocirurgia é usada em cirurgias ortopédicas, otorrinolaringológicas, de coluna e outras especialidades.

Segurança: Os instrumentos piezoelétricos oferecem maior segurança em cirurgias próximas a estruturas vitais, como nervos e vasos sanguíneos.

Recuperação rápida: Devido à sua natureza minimamente invasiva, os pacientes geralmente experimentam uma recuperação mais rápida e com menos desconforto.

A piezocirurgia é uma valiosa ferramenta para cirurgiões que desejam realizar procedimentos precisos e minimamente invasivos. Ela tem uma ampla gama de aplicações na odontologia, especialmente em procedimentos de implantes dentários, cirurgias orais e cirurgia periodontal. Também é usada em outras especialidades médicas para uma variedade de procedimentos cirúrgicos.

É importante entender como a piezocirurgia pode ser aplicada em procedimentos que envolvem o bloqueio do nervo alveolar inferior:

Preparação para extração de dente: Antes de uma extração dentária, o cirurgião-dentista pode realizar um bloqueio do nervo alveolar inferior para anestesiar a área. A piezocirurgia não é usada diretamente para a anestesia, mas é empregada na etapa subsequente.

Preparação cirúrgica: Após a anestesia, a piezocirurgia pode ser usada para fazer pequenos cortes ósseos precisos na área onde o dente será extraído. Esses cortes permitem a remoção mais fácil do dente e minimizam o trauma aos tecidos circundantes.

Preservação óssea: A piezocirurgia é conhecida por sua capacidade de preservar o osso circundante durante a extração dentária, o que é especialmente importante quando se planeja um implante dentário subsequente.

Mínimo trauma: A técnica de piezocirurgia cria menos trauma nos tecidos, resultando em menos inchaço e desconforto pós-operatório.

Portanto, a piezocirurgia não é uma ferramenta direta para bloqueio do nervo alveolar, mas é usada em estágios cirúrgicos relacionados, que são parte do procedimento de extração dentária ou implantação, contribuindo para tornar o procedimento mais preciso e menos invasivo. É importante lembrar que a administração da anestesia para o bloqueio do nervo alveolar é realizada com agulhas e anestésicos apropriados, e a piezocirurgia é usada após a anestesia para facilitar os procedimentos cirúrgicos.

Como é feito o bloqueio do nervo alveolar inferior?

Como vimos até aqui, o bloqueio do nervo alveolar inferior é um procedimento odontológico importante realizado para anestesiar a região inferior da mandíbula, tornando o tratamento dentário menos doloroso para o paciente. Este guia detalha como esse procedimento é realizado, destacando os passos e considerações importantes realizados por profissionais de odontologia, como dentistas e cirurgiões bucomaxilofaciais.

O processo envolve a administração de anestesia local na proximidade do nervo alveolar inferior, que é responsável pela sensibilidade dos dentes inferiores, da língua e da mucosa bucal. Esse é um procedimento odontológico que requer precisão e técnica. Abaixo estão as instruções gerais para um cirurgião bucomaxilofacial sobre como realizar o bloqueio do nervo alveolar inferior:

Materiais necessários para o procedimento do bloqueio do nervo alveolar inferior:

  1. Luvas estéreis.
  2. Seringa esterilizada.
  3. Agulha esterilizada.
  4. Anestésico local (por exemplo, lidocaína com epinefrina).
  5. Gaze esterilizada.
  6. Solução antisséptica para preparação da área de tratamento.

Passos para realizar o bloqueio do nervo alveolar inferior:

1. Preparação do Paciente:

Explique o procedimento ao paciente.
Coloque o paciente em uma posição confortável na cadeira odontológica.
Assegure-se de que o paciente esteja bem relaxado.

2. Assepsia:

Lave e higienize suas mãos adequadamente.
Use luvas esterilizadas.

3. Anestesia tópica:

Aplique anestesia tópica na área de inserção da agulha (região da gengiva).

“O efeito anestésico de bloqueio do nervo alveolar inferior, é produzido pela distribuição rápida da solução anestésica na fossa infra-temporal para o forame da mandíbula. A anestesia do nervo alveolarinferior pode ser realizada através de duas técnicas: a direta e a indireta.” Técnicas anestésicas do nervo alveolar inferior: uma revisão da literatura

4. Identificação do ponto de injeção:

Localize o ponto de injeção, que está aproximadamente na região posterior da boca, na junção entre a mandíbula e o maxilar.

5. Preparação da seringa:

  1. Carregue uma seringa com a solução de anestesia local. Certifique-se de que a seringa e a agulha estejam esterilizadas.
  2. Com a seringa preparada, insira cuidadosamente a agulha no ponto de injeção. A agulha deve ser direcionada para a mandíbula, acompanhando a orientação do osso.
  3. Injete a anestesia local de maneira lenta e controlada para minimizar o desconforto do paciente. À medida que a solução é injetada, o paciente deve sentir a área tornar-se insensível.

6. Aguarde a anestesia fazer efeito:

Aguarde alguns minutos para que a anestesia faça efeito. O paciente deve estar completamente anestesiado antes de iniciar qualquer procedimento.

7. Prossiga com o tratamento:

Assim que o paciente estiver anestesiado, prossiga com o tratamento odontológico ou cirúrgico planejado.

8. Acompanhamento pós-operatório:

Instrua o paciente sobre os cuidados pós-operatórios e possíveis efeitos colaterais da anestesia.
Forneça orientações sobre a dieta e como evitar morder inadvertidamente a área anestesiada.

9. Documentação:

Registre o procedimento em prontuário, incluindo os detalhes da anestesia administrada.

É importante que o cirurgião bucomaxilofacial esteja bem treinado na técnica de bloqueio do nervo alveolar inferior e siga as diretrizes de assepsia e segurança para garantir a saúde e o conforto do paciente.

Complicações e riscos potenciais do bloqueio do nervo alveolar inferior

Embora o bloqueio do nervo alveolar inferior seja considerado um procedimento seguro, existem complicações e riscos potenciais que devem ser levados em consideração. Uma complicação comum é a lesão do nervo, que pode resultar em dormência persistente, formigamento ou até mesmo perda de sensação na região afetada. Outras complicações possíveis incluem hematoma, infecção local, dor pós-operatória e reações alérgicas à anestesia.

Para minimizar o risco de complicações, é fundamental seguir as melhores práticas e técnicas adequadas durante o bloqueio do nervo alveolar inferior. Isso inclui uma avaliação cuidadosa do paciente antes do procedimento, escolha da técnica apropriada, uso de anestésicos adequados e atenção aos detalhes durante a administração da anestesia. Além disso, a comunicação eficaz com o paciente e o monitoramento cuidadoso durante e após o procedimento são essenciais para garantir a segurança e o conforto do paciente.

Procedimento bem-sucedido

Para garantir um bloqueio do nervo alveolar inferior bem-sucedido, existem algumas dicas e estratégias que podem ser seguidas. Em primeiro lugar, é importante ter uma postura correta e confortável durante o procedimento, garantindo uma visão adequada da área de injeção. 

Além disso, a escolha da técnica adequada, o uso de agulhas de tamanho apropriado e a administração lenta e gradual da anestesia são fatores-chave para o sucesso do bloqueio.

Outra dica importante é a comunicação eficaz com o paciente. Explicar o procedimento, responder a quaisquer perguntas ou preocupações e garantir que o paciente esteja confortável e relaxado são fatores que contribuem para o sucesso do bloqueio do nervo alveolar inferior. Além disso, o monitoramento cuidadoso do paciente durante e após o procedimento é essencial para garantir a segurança e o conforto contínuos.

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Conclusão

O bloqueio do nervo alveolar inferior é uma técnica essencial no campo da odontologia, que pode ter um impacto significativo no conforto do paciente e no sucesso dos tratamentos. Dominar essa habilidade requer um conhecimento aprofundado da anatomia e função do nervo alveolar inferior, bem como das técnicas adequadas de administração da anestesia. Além disso, é importante estar ciente das complicações potenciais e dos riscos associados ao procedimento, bem como das alternativas disponíveis.

Com uma avaliação cuidadosa do paciente, uma técnica adequada e uma comunicação eficaz, é possível realizar o bloqueio do nervo alveolar inferior com sucesso e segurança. O desenvolvimento profissional contínuo e a busca por educação são essenciais para garantir que os especialistas em odontologia estejam atualizados com as melhores práticas e as últimas pesquisas nessa área. Ao adotar uma abordagem abrangente e aprimorar suas habilidades, os profissionais podem proporcionar aos pacientes o melhor atendimento possível e alcançar resultados ótimos.

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