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Com a evolução da Odontologia, a indústria de materiais e biomateriais precisou introduzir novas tecnologias e produtos no mercado, para atender a demanda dos casos e da rotina clínicas dos cirurgiões-dentistas. Hoje em dia, há uma variedade de produtos e substratos diferentes, que possibilitam diversas maneiras e áreas de utilização.

 

O que são biomateriais?

Biomaterial é um composto de natureza sintética ou natural, utilizado para melhorar, aumentar e substituir, parcial ou inteiramente, tecidos do corpo humano. Biomateriais são materiais usados em contato com tecidos vivos no intuito de restaurar ou substituir tecidos danificados. Muitas são as indicações para serem aplicados, tais como próteses ortopédicas, cardiovasculares, implantes dentários e regenerações ósseas

Para serem considerados adequados para uso em seres humanos, os biomateriais devem ser biocompatíveis, ou seja, não podem causar uma resposta imunológica adversa ou toxicidade no corpo. Eles também devem ser capazes de resistir ao estresse mecânico e à deterioração química, além de serem capazes de suportar o crescimento celular e a regeneração do tecido.

No mercado atual podemos encontrar uma variedade de opções, dentre eles:

  1. Autógeno: é um  tipo de enxerto em que o osso é retirado do próprio paciente. É possível usar enxerto autógeno ósseo a partir de diferentes locais, como da calota craniana, costelas, bacia, mento ou ramos mandibulares. 
  2. Aloplástico: é um tipo de enxerto produzido sinteticamente em laboratório. Pode ser composto de diferentes materiais, como polímeros, biovidros ou hidroxiapatita.
  3. Alógeno: é um tipo de enxerto proveniente do banco de ossos humanos, ou seja, sua origem é de indivíduos da mesma espécie.
  4. Xenógeno: é um tipo que enxerto que provém de um doador de outra espécie animal, de origem suína ou bovina. O osso é liofilizado e apresentado em forma de pó e/ou grânulos.

Quando realizar uma cirurgia de regeneração óssea?

A substituição do tecido ósseo se faz necessária muitas vezes na rotina clínica, por diversos motivos, que podem compreender: fraturas, extrações, neoplasias ósseas ou condições bucais que resultam em perda óssea.

A regeneração óssea se inicia em uma etapa cirúrgica em que será realizado o enxerto. Classicamente, os materiais para enxerto ósseo podem ser classificados como: 

  1. Osteogênicos: tem potencial de formar novo osso a partir do próprio material devido à presença de osteoblastos vivos funcionais no próprio enxerto;
  2. Osteoindutores: induzem a proliferação e função celular do osso em volta do enxerto;
  3. Osteocondutores: tem a capacidade de manter um arcabouço físico por onde o novo osso possa crescer.

Leia mais sobre a diferença entre Osteoindução e Osteocondução neste artigo que preparamos para você.

Macroporos x Microporos

Quando nos referimos aos biomateriais para enxertos ósseos, temos algumas particularidades em relação à sua estrutura, e podemos encontrar os produtos em formato de grânulos, blocos e mini-blocos.

Estruturalmente falando, os enxertos podem ter:

  1. Macroporos: são espaços vazios ou porosidades na estrutura de um enxerto ósseo que permitem a regeneração óssea e a vascularização. Esses poros são criados durante o processo de fabricação do enxerto ósseo e podem ter diferentes tamanhos e formas, dependendo do tipo de enxerto e do objetivo do procedimento cirúrgico.

Os macroporos permitem a migração celular e promovem a angiogênese, formando assim, o novo tecido ósseo. Isso é especialmente importante em procedimentos de regeneração óssea, em que é fundamental a presença de vasos sanguíneos e células ósseas.

  1. Microporos: são porosidades menores que os macroporos, com diâmetros que chegam até a décimos de micromilímetro. Esses poros são formados naturalmente na estrutura do enxerto ósseo ou criados artificialmente durante o processo de fabricação do material.

Os microporos fornecem uma superfície para a adsorção de proteínas e fatores de crescimento, que são essenciais para a regulação do processo de reparação óssea.

A presença de microporos é particularmente importante em enxertos ósseos sintéticos, uma vez que esses materiais não possuem a estrutura natural de um osso humano e, portanto, precisam fornecer uma superfície adequada para a adesão e crescimento celular.

 

Em resumo, os macroporos são importantes para a formação e remodelação óssea, enquanto os microporos são importantes para a regeneração óssea e fornecem uma superfície para a adsorção de proteínas e fatores de crescimento. Ambos os tipos de poros são essenciais para o sucesso do enxerto ósseo e podem ser ajustados para atender às necessidades específicas do paciente e do procedimento cirúrgico.

 

Considerações Finais

Os enxertos ósseos são uma técnica importante e frequentemente utilizada em cirurgias de reconstrução óssea e implantes dentários. Os macroporos e microporos são características cruciais dos enxertos ósseos, pois permitem a migração de células ósseas e vasos sanguíneos, fornecem uma superfície para a adsorção de proteínas e fatores de crescimento, e facilitam a formação e remodelação óssea.

O biomaterial de origem porcina tornou-se o padrão ouro na regeneração óssea, sendo altamente efetivo clínica e cientificamente, com índices de compatibilidade de 98,8% com o DNA humano. A sua estrutura natural com alta pureza representa resíduos proteicos menores que o enxerto de origem bovina e a sua alta porosidade, aumentam a performance clínica. Isso facilita tanto a aplicação do biomaterial ao defeito, como também leva a uma incorporação mais rápida após a implantação. Para saber mais sobre esse biomaterial, o The Graft da Purgo Biologics, entre em contato com o time de especialistas da Implantec.