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Dentre as inúmeras técnicas cirúrgicas existentes, a apicectomia é uma modalidade da endodontia. Também conhecida como cirurgia paraendodôntica, a técnica foi descrita pela primeira vez nos anos 80 e apresenta variadas técnicas e opções para diversas situações que os pacientes podem apresentar. Neste artigo, vamos entender um pouco mais sobre o que consiste esse procedimento.

Apicectomia: Definição

As cirurgias parendodônticas são procedimentos seguros e adequados para o tratamento de dentes com lesões periapicais que não respondem ao tratamento endodôntico convencional ou quando o retratamento não é mais viável, dentre elas podemos citar a curetagem apical, apicectomia e obturação retrógrada.

A apicectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na ressecção da porção apical da raiz juntamente com a curetagem do local em que se encontra a lesão periapical e realizando assim a remoção da mesma, visando remover todas as bactérias e impedindo que microrganismos retornem para o canal. 

 

Apicectomia: Procedimento

O procedimento começa primeiramente com a anestesia, seguida da incisão e descolamento do periósteo. Logo após, é feita uma osteotomia e a curetagem do local para a remoção da lesão e, por fim, a apicectomia. Após o corte do ápice da raiz, deve-se fazer a obturação retrógrada dos canais radiculares presentes no dente, e finaliza-se com sutura. Uma observação importante, é o corte do ápice que deve ser de aproximadamente ⅓  e realizado em bisel direcionado ao operador, para a avaliação do selamento apical e eliminação da maior quantidade possível de canais secundários.

Apicectomia com enxerto ósseo

A utilização de um biomaterial como complemento e enxerto ósseo nos casos de cirurgias retrógradas, é fundamental e um excelente aliado para o sucesso do tratamento, podendo contribuir para a estabilização do osso neoformado e favorecendo o pós-operatório. Com o intuito de proteção do ápice dentário e promoção de uma melhor e mais rápida remodelagem óssea, a recuperação óssea acontece de forma muito mais avançada.

Indicações e contraindicações

Podemos citar entre as indicações específicas:

  1. incapacidade de retratamento;
  2. infecções periapicais persistentes;
  3. excesso de material obturador que foi extravasado além do ápice;
  4. perfurações e fraturas no terço apical;
  5. amplas reabsorções radiculares;
  6. corpo estranho no ápice radicular.

Como contraindicações, temos:

  1. distúrbios orgânicos;
  2. problemas sistêmicos;
  3. comprimento radicular;
  4. grande perda óssea;
  5. complexidade do acesso.

Apicetomia com restauração retrógrada 

A retrobturação ou restauração retrógrada, geralmente é um procedimento que está associado com a apicectomia. Entende-se que a retrobturação é o procedimento no qual é feito o preparo da cavidade na parte final do remanescente radicular, obturado com o material adequado, obtendo-se, assim, uma capacidade de selamento a longo prazo e com biocompatibilidade que não interfere no reparo da região operada.

A técnica para a inserção de material utilizado vai depender do material a ser colocado, já que cada um tem características e propriedades específicas. No geral, eles devem ser o mais biocompatíveis possível e possuírem baixa toxicidade. Os materiais com consistência mais firme podem ser colocados com uma  microespátula e micro condensadores para que o material seja condensado de maneira vigorosa.

Materiais mais leves como o MTA, podem ser inseridos com outro tipo de instrumento, e a condensação já pode ser mais suave. A quantidade a ser utilizada é apenas a necessária para que seja feito todo o preenchimento da retrocavidade, e o acabamento deve ser feito com a remoção do material que estiver em excesso. Após a retrobturação, é feita uma radiografia para ser analisado como está o resultado do procedimento, possibilitando também a visualização da limpeza da cavidade óssea e finalizando também com sutura.

Pós cirúrgico e prognóstico 

Assim como em todo procedimento cirúrgico, o paciente deve receber as orientações dos cuidados necessários, em especial na região onde foi operado. Normalmente é recomendada a utilização de compressa fria, que deve ser colocada sobre a região operada a fim de se evitar edemas. É importante que o paciente tome todos os medicamentos prescritos e realize bochechos antissépticos, evitando também tocar a região operada, para que os pontos sejam removidos e haja um sangramento.

 

Considerações finais: Apicectomia

A apicectomia é uma ótima técnica a ser realizada quando há melhores condições para a realização de tratamentos convencionais ou retratamentos. Um bom diagnóstico é fundamental para o planejamento de um plano de tratamento adequado e específico. A escolha do material utilizado também é importante, lembrando que ele deve ser biocompatível e não apresentar toxicidade. Deve-se levar em conta também as condições do paciente, lembrando de suas indicações e contra indicações. Finalmente, os cuidados pós-operatórios devem ser passados, para que se evite intercorrências.

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