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A anatomia craniofacial é uma área de extrema importância para cirurgiões dentistas e profissionais da odontologia. Este é um estudo denso e detalhado para cirurgiões dentistas que desejam oferecer tratamentos seguros e eficazes aos seus pacientes.

Esse estudo abrangente para cirurgiões dentistas e profissionais da odontologia aborda todos os aspectos relacionados a anatomia da mandíbula, compreendendo sua estrutura óssea, articulações, músculos, vasos sanguíneos, nervos e sua relevância clínica para diagnósticos e procedimentos cirúrgicos.

Anatomia da mandíbula: visão geral da anatomia craniofacial

A anatomia craniofacial abrange toda a estrutura do crânio e face, incluindo os ossos, músculos, vasos sanguíneos e nervos que compõem essa região. A mandíbula, também conhecida como maxila inferior, é um dos principais ossos da face e é responsável por sustentar os dentes inferiores, proporcionar suporte para os músculos da mastigação e participar das articulações temporo-mandibulares (ATMs).

Entender a anatomia da mandíbula é crucial para uma abordagem clínica precisa e segura ao realizar procedimentos odontológicos, como extrações dentárias, instalação de implantes e cirurgias bucomaxilofaciais.

Informações importantes sobre a mandíbula

Fonte da imagem: Kenhub.com

Estrutura do Osso Alveolar

O osso alveolar é uma parte especializada da mandíbula que circunda e suporta as raízes dos dentes inferiores. O osso alveolar está sujeito a alterações ao longo da vida, sendo influenciado pela saúde periodontal e pela presença ou ausência de dentes. 

A compreensão da estrutura e da saúde do osso alveolar é fundamental para a prática odontológica e para a realização de procedimentos como implantes dentários ou enxertos ósseos.

A estrutura do osso alveolar pode ser descrita da seguinte forma:

  • Processos alveolares: O osso alveolar é composto por uma série de processos alveolares, que são pequenas eminências ósseas que se projetam da mandíbula superior e inferior. Esses processos alveolares são responsáveis por abrigar as raízes dos dentes e fornecer a estrutura de suporte para eles.
  • Alvéolos dentários: Os alvéolos dentários são depressões ou cavidades ósseas presentes no osso alveolar, onde as raízes dos dentes são inseridas. Cada dente tem seu próprio alvéolo, que se encaixa perfeitamente nas raízes, fornecendo suporte e fixação.
  • Lamina dura: A lamina dura, também conhecida como osso cortical alveolar, é uma camada de osso compacto que envolve os alvéolos dentários. Essa camada proporciona rigidez e estabilidade ao osso alveolar, protegendo os dentes e auxiliando na transmissão adequada das forças durante a mastigação.
  • Septos interalveolares: Entre os alvéolos dentários adjacentes, há septos interalveolares. Esses são pequenos septos ósseos que separam os alvéolos uns dos outros, proporcionando uma estrutura de suporte individualizada para cada dente.
  • Crista óssea alveolar: A crista óssea alveolar é a porção mais alta do osso alveolar, localizada na parte superior dos processos alveolares. Ela se estende ao longo da arcada dentária e oferece suporte à gengiva que recobre os dentes. A crista óssea alveolar também desempenha um papel importante na estética do sorriso, já que sua forma e contorno são fundamentais para uma gengiva saudável e uma aparência dentária harmoniosa.

Articulações da Mandíbula

As articulações da mandíbula são conhecidas como articulações temporomandibulares (ATMs). Existem duas ATMs, uma de cada lado da face, localizadas próximas às orelhas. Essas articulações conectam a mandíbula ao osso temporal do crânio e são fundamentais para a movimentação da mandíbula durante a mastigação, fala e outros movimentos da mandíbula. As ATMs são constituídas por uma combinação de superfícies articulares, cartilagem, ligamentos e um disco, permitindo movimentos suaves e controlados da mandíbula.

  • Articulação Temporomandibular (ATM): Esta articulação sinovial localiza-se próxima à orelha e permite movimentos de abertura e fechamento, bem como movimentos laterais e para frente da mandíbula.
  • Sínfise Mandibular: Uma articulação cartilaginosa que une as duas metades do corpo da mandíbula na região anterior.

As articulações temporomandibulares (ATMs) são constituídas pelas seguintes estruturas:

Superfícies articulares: As ATMs possuem duas superfícies articulares principais – uma localizada na fossa mandibular do osso temporal e outra na cabeça da mandíbula (condilo da mandíbula). Essas superfícies são revestidas por cartilagem articular, que ajuda a reduzir o atrito e permite o movimento suave da mandíbula.

Disco articular: Entre as superfícies articulares da mandíbula e do osso temporal, há um disco fibrocartilaginoso chamado de disco articular. Essa estrutura atua como um amortecedor e contribui para a estabilidade e distribuição adequada das forças durante o movimento da mandíbula.

Ligamentos: Os ligamentos que cercam as ATMs desempenham um papel crucial na estabilidade e controle dos movimentos. O ligamento lateral, ou ligamento colateral lateral, está localizado na parte externa da articulação e evita o deslocamento lateral excessivo da mandíbula. O ligamento estilomandibular, localizado na parte posterior da articulação, auxilia na estabilização da mandíbula durante a abertura da boca. Além disso, outros ligamentos, como o ligamento esfenomandibular e o ligamento capsular, também estão presentes e contribuem para a estabilidade das ATMs.

Essa combinação de superfícies articulares, cartilagem, ligamentos e disco articular permite movimentos suaves, controlados e estáveis da mandíbula, garantindo a função correta da mastigação, fala e outros movimentos da mandíbula.

Músculos da mandíbula

A mandíbula possui diversos músculos que desempenham funções importantes no movimento da mandíbula e na ação da mastigação, que incluem:

  1. Músculo masseter: Localizado na lateral da face, é um dos músculos da mastigação. Ele se origina na região do arco zigomático (osso da bochecha) e se insere na mandíbula (ramo ascendente). É responsável pela elevação da mandíbula e pela força de mordida.
  2. Temporal: Localizado na região temporal da cabeça, está relacionado à mastigação. Ele se origina na região do osso temporal e se insere na mandíbula (processo coronóide e ramo ascendente). É responsável pela elevação da mandíbula e pela força de mordida.
  3. Pterigoideo medial: Localizado na parte interna da mandíbula, é responsável pela movimentação da mandíbula para frente e para trás, além de auxiliar na mastigação.
  4. Pterigoideo lateral: Localizado na parte lateral da mandíbula, este músculo auxilia na abertura da mandíbula e na lateralização durante a mastigação.
  5. Músculos digástricos: São músculos localizados no pescoço e estão relacionados à mastigação. Existem dois músculos digástricos, um do lado direito e um do lado esquerdo, e eles se inserem na mandíbula através do osso hióide. Esses músculos auxiliam na elevação e na descida da mandíbula.

Esses são alguns dos principais, além dos músculos adicionais na região da cabeça e do pescoço que também podem estar envolvidos nos movimentos da mandíbula, como os músculos da língua, por exemplo. 

Vasos sanguíneos que compõem a anatomia da mandíbula

Na anatomia da mandíbula, existem diversos vasos sanguíneos que fornecem irrigação sanguínea para essa região. 

  1. Artéria alveolar inferior: é uma ramificação da artéria maxilar que entra na mandíbula através dos forames mentais. Ela fornece sangue para os dentes inferiores, gengivas e osso alveolar.
  2. Ramo infraorbitário da artéria maxilar: é uma ramificação da artéria maxilar que também fornece sangue para a mandíbula, incluindo a região dos dentes inferiores.
  3. Artéria submental: é uma ramificação da artéria facial que atravessa a mandíbula na região do mento (queixo) e fornece sangue para a pele e tecidos moles dessa área.
  4. Veias alveolares inferiores: são veias que drenam o sangue dos dentes inferiores e dos tecidos circundantes (gengivas e osso alveolar) e se conectam com as veias maxilares.

Existem também outros vasos sanguíneos menores, como as artérias e veias que irrigam a musculatura da mandíbula e os tecidos adjacentes. 

Nervos que compõem a anatomia da mandíbula

  1. Nervo Alveolar Inferior: Origina-se do nervo trigêmeo e fornece inervação sensorial para os dentes inferiores, gengivas, lábios e queixo.
  2. Nervo Massetérico: Origina-se do nervo trigêmeo e fornece inervação motora para o músculo masseter, que é responsável pela mastigação.
  3. Nervo Temporomandibular: Origina-se do nervo trigêmeo e fornece inervação sensorial para a articulação temporomandibular e os tecidos circundantes.
  4. Nervo Auriculotemporal: Origina-se do nervo trigêmeo e fornece inervação sensorial para a região temporal, assim como para o couro cabeludo e parte do pavilhão auricular.
  5. Nervo Lingual: Origina-se do nervo trigêmeo e fornece inervação sensitiva para a língua, o assoalho da boca e papilas gustativas.
  6. Nervo Mentoniano: Origina-se do nervo alveolar inferior e fornece inervação sensitiva para o queixo e a pele inferior da boca.
  7. Nervo Buccal:O nervo bucal é um pequeno ramo do nervo mandibular que inerva a mucosa das bochechas e a pele da região bucal próxima ao segundo molar inferior.

Como é dividida a mandíbula?

A mandíbula é um osso fundamental na anatomia craniofacial e desempenha um papel crucial em funções como mastigação, fala e suporte da arcada dentária. Para compreender sua complexidade e funções, é essencial conhecer suas divisões anatômicas.

A mandíbula é dividida em várias partes distintas, cada uma desempenhando um papel específico na anatomia e fisiologia bucal.

  1. Corpo da Mandíbula: O corpo da mandíbula é a porção horizontal e principal do osso. Ele abriga os alvéolos dentários, onde os dentes são inseridos, e desempenha um papel crucial no suporte dos dentes inferiores.
  2. Ramo da Mandíbula: O ramo da mandíbula é a porção vertical que se estende para cima a partir do corpo da mandíbula. Ele é subdividido em várias partes, incluindo o ângulo da mandíbula, o processo coronóide e o côndilo da mandíbula.
  3. Ângulo da Mandíbula: O ângulo da mandíbula é a curva onde o corpo da mandíbula encontra o ramo. Essa área é anatomicamente importante em procedimentos cirúrgicos e ortodônticos.
  4. Processo Coronóide: O processo coronóide é uma projeção óssea que serve como ponto de fixação para músculos mastigatórios, como o músculo temporal.
  5. Côndilo da Mandíbula: Os côndilos da mandíbula são as articulações nas extremidades superiores do ramo da mandíbula. Eles se conectam ao crânio nas fossas articulares e permitem os movimentos de abertura e fechamento da boca.
VISTA ANTERIOR MANDIBULAR

VISTA ANTERIOR MANDIBULAR

VISTA LATERAL MANDIBULAR

VISTA LATERAL MANDIBULAR

VISTA MEDIAL DA MANDIBULA

VISTA MEDIAL DA MANDIBULA

Forames e Canais Mandibulares

A mandíbula possui diversos forames e canais que desempenham papéis importantes no fornecimento de vasos sanguíneos, nervos e outras estruturas relacionadas. É de extrema importância ter conhecimento sobre os forames e canais mandibulares para evitar danos durante procedimentos cirúrgicos, como extrações de dentes ou implantes dentários. 

Além disso, a compreensão plena dessas estruturas é fundamental para a realização de bloqueios anestésicos e para o diagnóstico de condições patológicas relacionadas aos nervos e vasos sanguíneos da mandíbula.

VISTA ÂNTERO-MEDIAL DA MANDIBULA

VISTA POSTERIOR DA MANDIBULA

VISTA POSTERIOR DA MANDIBULA | Fonte das imagens: Aula de anatomia


Principais forames e canais mandibulares:

  1. Forame Mentoniano: Localizado na sínfise mentoniana, é um forame bilateral por onde passam o nervo mentoniano e os vasos sanguíneos mentonianos, que fornecem inervação e vascularização para a região do queixo e dos lábios inferiores.
  2. Forames Mandibulares: São dois pequenos forames, localizados na parte lateral da mandíbula, abaixo do forame mentoniano. Por eles, passam ramos do nervo alveolar inferior e vasos sanguíneos.
  3. Canal Mandibular: É um canal longo e curvo que percorre o interior da mandíbula, localizado na porção horizontal do corpo da mandíbula e protegido pela lamina dura. O canal mandibular contém o nervo alveolar inferior, que é responsável pela inervação dos dentes inferiores e também fornece sensibilidade para a língua, lábios inferiores e pele do queixo. Além disso, o canal mandibular também abriga os vasos sanguíneos alveolares inferiores.
  4. Forame Incisivo: Localizado na parte anterior do assoalho da cavidade oral, é um pequeno forame por onde passam os ramos nasopalatinos, que são responsáveis pela inervação e vascularização dos incisivos centrais superiores e do palato duro.
  5. Forames Nutritivos: São pequenos forames que permitem a passagem de vasos sanguíneos responsáveis pela nutrição do osso da mandíbula.

Conclusão

O conhecimento detalhado da anatomia da mandíbula é fundamental para o sucesso das intervenções clínicas e cirúrgicas realizadas por cirurgiões dentistas e profissionais da odontologia. Compreender as estruturas anatômicas complexas permite um diagnóstico preciso, planejamento cirúrgico eficiente e oferece melhores resultados aos pacientes. A busca contínua por conhecimento nessa área é fundamental para a excelência no cuidado odontológico.

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